Trabalhadores da Fundação Casa em Guarulhos aderem à greve

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Os trabalhadores das três unidades da Fundação Casa que ficam em Guarulhos (Casa Guarulhos, Casa Guayi e Casa Serra da Cantareira) aderiram à greve geral da categoria, de acordo com informações do Sitraemfa (Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo).

Parte dos trabalhadores da capital que aderiram à greve se reuniu na manhã de ontem em frente ao Complexo Brás da Fundação Casa, que fica na rua Coronel Mursa, 270. Nas cidades do interior e litoral, os piquetes foram feitos em frente aos complexos, o que ocorreu em Guarulhos.

Os dados preliminares do sindicato mostram que 90% dos centros aderiram ao movimento, e a Fundação casa solicitou que 70% dos funcionários permaneçam trabalhando. O Sitraemfa classificou este número como incoerente, pois não condiz com a realidade de uma greve geral, e o departamento jurídico da entidade já entrou com um pedido de cassação da liminar.

 

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A greve geral foi decretada na assembleia geral de campanha salarial da categoria, no dia 2 de abril, com início marcado para ontem, por tempo indeterminado. Eles reivindicam aumento salarial de 28,16%, mais segurança no trabalho, licença maternidade de 180 dias, auxilio as crianças com necessidades especiais, entre outros 64 pontos da pauta de reivindicação.

 

Em nota, a Fundação Casa informou que as reivindicações estão sendo analisadas pelo Governo de São Paulo, e que o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em medida liminar publicada na última terça-feira, determinou que seja mantido o efetivo de 70% de funcionários do quadro do dia em atividades em todos os setores da instituição. Em caso de descumprimento, o Sitraemfa pagará multa diária de R$ 100 mil.

Também informou que o atendimento aos adolescentes nos 148 centros socioeducativos se mantém dentro da rotina, sem prejuízo às atividades pedagógicas, ao atendimento de saúde e psicossocial e à alimentação e higiene. E deixou claro que o Governo de São Paulo sempre esteve aberto a negociar com o sindicato.

 

Fonte: Guarulhos Hoje