Invasores fazem barricada mas não impedem reintegração

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Uma reintegração de posse em um terreno de cerca de 300 mil m², localizado na rua Robrú, no Jardim Cristin Alice, região da Vila Rio, foi realizada na manhã de ontem. No local havia cerca de 500 pessoas moravam de forma ilegal. Os invasores colocaram fogo em madeiras, móveis velhos e até em um carro para impedir a chegada da Polícia Militar, mas não conseguiram evitar a ação.

Os policiais chegaram por volta das 6h15 e os ocupantes fizeram uma barricada na rua de acesso e também viraram e incendiaram um carro. A PM esperou para ver se tinha combustível no veículo, e quando perceberam que não existia o risco de explosão, avançaram e tomaram a área.

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“Após ver que o carro não explodiria, avançamos, os bombeiros apagaram todo o fogo, e a partir disto começamos a operação de retomada do terreno. Algumas pessoas mais exaltadas arremessaram objetos contra a tropa, e por isso fizemos uso de gás lacrimogêneo”, contou o capitão Jackson Dota, que coordenou a operação.

Quatro oficiais de justiça fizeram a reintegração de posse de cerca de 100 barracos, e todos os moradores foram avisados para tirar os seus pertences das residências, que seriam derrubadas. Em torno de 100 policiais militares, que chegaram em 40 viaturas, participaram da ação, onde ninguém foi preso e nem saiu ferido.

 

Invasores ocupavam o terreno de forma irregular há 11 anos

 

Alguns dos invasores moravam no local há 11 anos, e com a reintegração de posse acontecendo efetivamente, não têm para onde ir. É o caso de Rogério Pereira Rezende, de 30 anos, que mora no local desde 2004.

 

“Eu moro aqui há 10 anos, com minha esposa e seis filhos. Com essa reintegração não tenho para onde ir, não posso pagar um aluguel com o salário que eu ganho e um amigo me cedeu um quartinho na casa onde ele mora por três dias, para eu conseguir arrumar alguma coisa. Não sei o que fazer”, se lamentou Rezende. Anselmo Blasotti, advogado de parte das famílias que ocupavam o local, explicou como foi feita a desocupação.

“O processo de reintegração corre desde 2011, e a decisão judicial, desde o começo, foi de reintegrar à área. Fomos entrando com recursos, mudar a decisão judicial, mas não conseguimos reverter. Nós já tentamos negociar várias vezes, mas a área é muito valiosa, e eles querem o terreno para vender”, explicou o advogado.

 

Fonte: Guarulhos Hoje