Guarulhos sobe 36 posições em ranking de saneamento

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A cidade de Guarulhos subiu da 76ª para a 40ª posição do Ranking de Saneamento 2021 do Instituto Trata Brasil, com dados referentes a 2019. O ranking avalia a distribuição de água, a coleta e o tratamento de esgoto. O avanço ocorre após a Prefeitura assinar um contrato com a Sabesp, naquele ano, através do qual a companhia assumiu a distribuição de água e o saneamento básico na cidade.

 

Com um maior poder de investimento, a empresa estatal, além de acabar com o rodízio no município, um problema que se arrastava há décadas, elevou a praticamente 100% o atendimento de água em Guarulhos, ou seja, todas as residências têm ligação de água. Além disso, hoje 91,7% das casas da cidade contam com a coleta de esgoto, contra 85,97% ao final de 2019.

“Esses números mostram que tomamos a decisão certa ao firmar a parceria com a Sabesp. Já acabamos com o rodízio de água em um tempo recorde (menos de um ano) e vamos focar agora em universalizar o saneamento básico para o guarulhense. O contínuo crescimento no ranking mostra que o nosso trabalho vem dando resultado”, afirmou o prefeito Guti, referindo-se à constante subida de Guarulhos no ranking. Antes de passar da 76ª para a 40ª posição, no ano anterior a cidade já havia subido da 81ª para a 76ª colocação.

Somente nos últimos cinco anos, tanto a Prefeitura quanto a Sabesp investiram R$ 151 milhões no esgotamento sanitário de Guarulhos, o que inclui também o dinheiro utilizado para universalizar o abastecimento de água. Ao longo dos 40 anos de contrato, a previsão é que a companhia paulista invista R$ 3,3 bilhões em Guarulhos, sendo R$ 1,2 bilhão na distribuição de água e R$ 2,1 bilhões na coleta e tratamento de esgoto. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada dólar investido em saneamento básico, outros quatro são economizados em saúde.

 

Até o início de 2026 Guarulhos deverá universalizar o tratamento de esgoto após acordo firmado, em maio de 2018, com o Ministério Público do Estado (MPE). O acordo anterior, firmado entre 2007 e 2009 pelas gestões Elói Pietá e Sebastião Almeida, previa tratar 80% do esgoto da cidade até o final de 2017, mas não foi cumprido devido à falta de investimentos.