Guarulhos e China trocam experiências em cooperação no enfrentamento à Covid-19

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Representantes das secretarias de Governo e da Saúde da Prefeitura de Guarulhos e autoridades e médicos da cidade de Yiyang, na China, realizaram uma videoconferência nesta terça-feira (19) para promover a troca de experiências e conhecimentos sobre o novo coronavírus (Covid-19) e compartilhar políticas públicas voltadas ao seu combate.

 

 

A ação online foi viabilizada graças à Câmara de Desenvolvimento Econômico e Cultural Brasil-China (CDECBC), que promoveu a aproximação entre as cidades em dezembro do ano passado, antes da crise do coronavírus.

 

Guarulhos apresentou os novos números da pandemia no município e mencionou as medidas adotadas em prol do isolamento social, abordando também a suspensão de atividades não essenciais que podem gerar aglomerações. Além disso, os representantes guarulhenses expuseram o plano de contingência nos serviços de saúde de Guarulhos, fluxos de atendimento e testes, e também falaram sobre o Centro de Combate ao Coronavírus (3C-GRU).

 

Yiyang faz parte da província de Hunan, vizinha à província de Hubei, onde se localiza a cidade de Wuhan, epicentro da crise do novo coronavírus na China. Um dos participantes da conferência, o médico Li Yong, atuou na linha de frente do combate à Covid-19 em Wuhan.

 

Os chineses enfatizaram a importância de evitar a infecção cruzada por múltiplos meios, fechando espaços de entretenimento, restringindo a movimentação de pessoas na cidade, estimulando o uso de máscaras e realizando a checagem de temperatura para ingresso em prédios públicos, defendendo também o estudo e o trabalho remoto.

 

O confinamento foi adotado apenas nas regiões onde havia o maior risco de transmissão, como a província de Hubei e localidades em seu entorno. A retomada das atividades na China está sendo feita de forma gradual.

 

O cuidado com a importação de casos também é grande. Nos portos de entrada estão sendo testados todos que vêm do estrangeiro e mantendo-os em quarentena por 14 dias antes de ser permitida a livre circulação. Os infectados são encaminhados a instituições médicas para isolamento e tratamento.

 

Quando perguntados quanto à efetividade do uso da hidroxicloroquina, os especialistas de Yiyang responderam que o remédio chegou a ser utilizado no processo de tratamento de pacientes contaminados, mas a sua eficácia, na prática, não se mostrou tão promissora. Atualmente os chineses têm trabalhado com resultados mais interessantes com o medicamento favipiravir, distribuído gratuitamente pelo governo japonês a diversos países para estudos sobre seus efeitos no combate à Covid-19.