Almeida não paga e população pode ficar sem o Samu

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A empresa Plural Educação e Cidadania, responsável pelos serviços de teleatendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Guarulhos, é mais uma prestadora de serviços da cidade que amarga com a falta de pagamento por parte do prefeito Sebastião Almeida.

 

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A Plural foi contratada em abril deste ano pelo valor de R$ 1,6 milhão durante dois anos. De acordo com dados do Portal da Transparência do município, até o momento foram contratados R$ 612 mil, dos quais apenas R$ 29,4 mil foram pagos. A empresa executou serviços da ordem de R$ 97,4 mil, logo ainda não recebeu a quantia de R$ 68 mil.
Com isso os trabalhadores estão temerosos sobre a possibilidade de não receberem os devidos salários e benefícios. Segundo o jornal Guarulhos Hoje apurou, há pelo menos três meses a prefeitura não realiza nenhum repasse à empresa que tem arcado com o pagamento dos funcionários. No entanto, os trabalhadores já estão há mais de 45 dias sem receber os salários. A maior prejudicada será a população que passará a sofrer quando depender do atendimento da central 192. Isso porque sem receber os salários, os trabalhadores deverão suspender os atendimentos.

Em nota, a prefeitura negou o problema. Segundo a Secretaria de Saúde a informação não procede, visto que em nenhum momento a equipe de profissionais da Plural que atua no Samu Guarulhos ficou sem receber salários ou benefícios.

 

Problema

 

Esta não é a primeira vez que os trabalhadores do Samu são prejudicados. A Plural assumiu o serviço após o contrato com a Associação de Valorização para Pessoas com Deficiência (Avape), firmado em 2010, chegou ao fim.

O término foi marcado por muitos problemas, já que desde dezembro os funcionários ficaram sem receber salários. Em fevereiro a Avape afirmou que os atrasos correspondiam aos pagamentos do 5° dia útil de janeiro deste ano e uma parcela do 13° salário. Mensalmente a prefeitura repassava R$ 70 mil à Avape pela prestação do serviço. No entanto, devido aos problemas financeiros, a empresa teve as contas bloqueadas. Dessa forma, todo o dinheiro recebido não pode ser repassado aos atendentes.

 

Atendimento é prejudicado com corte de horas-extras

 

Proibidos de realizarem horas-extras os servidores do Samu estão cumprindo apenas o período de trabalho previsto em contrato. De acordo com um dos funcionários, que preferiu não se identificar, há um desfalque no efetivo do órgão o que vem ocasionando uma média de 600 horas-extras por mês. Somente nos cinco primeiros meses deste ano o Samu atendeu, através da central 192, 10.446 ocorrências.

“Estamos com várias viaturas baixadas por falta de efetivo, o que prejudica diretamente a qualidade do serviço que prestamos, inclusive no tempo de respostas para os chamados de urgência e emergência”, afirmou o funcionário.

Em abril, o prefeito Sebastião Almeida decretou uma série de medidas de austeridade fiscal devido a grave crise financeira que o município enfrenta. Na publicação, Almeida proíbe a realização de horas-extras, com exceção às secretarias da Saúde e de Educação que deverão respeitar o limite mensal equivalente a 70% da média realizada nos últimos seis meses.

 

Fonte: Guarulhos Hoje