Zoológico realiza cirurgia em gavião-de-rabo-branco ferido por linha de pipa cortante

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Veterinários e biólogos do Zoológico de Guarulhos, no Jardim Rosa de França, realizaram nesta quarta-feira (29) uma cirurgia para suturar um grande corte na região da asa direita de um gavião-de-rabo-branco adulto. O pássaro, que caiu no quintal de uma casa na Vila Galvão após se enrolar com restos de linha de pipa cortante (cerol ou linha chilena), foi resgatado e levado ao parque por uma equipe da Inspetoria Ambiental da Guarda Civil Municipal (GCM). Após cerca de 40 minutos de cirurgia bem-sucedida, o gavião foi levado à área de recuperação, onde permanece estável até o momento.

 

Esse é o terceiro pássaro ferido com linha cortante recebido pelo zoológico apenas nos últimos cinco dias. Desde sábado (25) um mocho-diabo (espécie de coruja) e uma coruja-buraqueira, ambas com cortes profundos, também foram socorridas no local. Apesar dos cuidados intensivos, o mocho, que já havia perdido muito sangue quando fora resgatado pela GCM, não resistiu e veio a óbito. Desde o início deste ano o parque já recebeu 15 pássaros na mesma situação.

 

A concentração de casos registrados nos últimos dias é um prenúncio do que está por vir com o início das férias escolares da garotada, que começa no próximo dia 1º de julho. “Infelizmente todos os anos registramos um aumento no número de animais feridos por linhas cortantes no período de férias. É muito triste ver animais saudáveis morrerem ou terem membros amputados devido a esse tipo de acidente. Muitas vezes as linhas chegam a cortar até o osso”, lamenta Fernanda Magalhães, diretora do Zoológico de Guarulhos.

 

De acordo com a lei municipal 7.768/19, é proibida a comercialização, a fabricação, o porte, o uso e a posse do cerol industrializado ou caseiro, o emprego de produto cortante, bem como da “linha chilena”, com a finalidade de empinar pipas ou papagaios e similares em Guarulhos. Os infratores estão sujeitos a uma multa de R$ 1,6 mil, bem como à apreensão e à destruição dos produtos mencionados. Para denunciar anonimamente ligue para o telefone 153.