UPA Paulista é pioneira em implementar programa de tratamento precoce contra a sepse

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Entre as 95 Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de todo o Brasil, a UPA Paulista, em Guarulhos, foi a primeira a conseguir concluir as quatro etapas do Projeto de Capacitação para Identificação e Tratamento Precoce da Sepse nas Unidades de Pronto Atendimento em Pacientes Adultos. O projeto faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi SUS), que, neste mês, acompanhou a finalização da última etapa por meio da visita técnica realizada pela equipe do programa do Hospital Sírio-Libanês.

 

 

A iniciativa, segundo o Proadi SUS, visa à criação e à implementação de ferramentas para identificação e priorização do atendimento e tratamento precoce dos pacientes com diagnóstico de sepse, conhecida como infecção generalizada, por meio da capacitação das equipes com relação a conceitos e ferramentas da gestão da qualidade, bem como da segurança do paciente e metas internacionais regidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela resolução RDC nº 36 de 2013.

 

O projeto, vigente desde 2019, é dividido em quatro etapas: reconhecimento da suspeita da sepse (projeto Sepse nas UPAs); ressuscitação (UPA Paulista), reavaliação (Proadi SUS Triênio 2021-2023) e referenciamento. Cada fase é identificada por um sistema com as cores do semáforo, demonstrado na forma de um quebra-cabeça, o qual classifica a unidade de referência.

 

 

Além da UPA Paulista, também participou do projeto a UPA São João. Ao todo, apenas outras três unidades conseguiram concluir as quatro fases integralmente: Pirajá (Salvador), Serra (Serra – ES) e Maré (Rio de Janeiro). Agora, com o quebra-cabeça concluído, a UPA Paulista terá os indicadores acompanhados pelo programa até novembro.

 

O que é o Proadi SUS

 

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde foi criado em 2009 com o propósito de apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacitação de recursos humanos, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada demandados pelo Ministério da Saúde. Hoje a iniciativa reúne seis hospitais sem fins lucrativos que são referência em qualidade médico-assistencial e gestão: Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, HCOR, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês.