Prefeitura pagará R$ 62 mil por equipamento contra pombos

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A prefeitura pagará cerca de R$ 62 mil por cada equipamento para repelir os pombos. No total serão 154 imóveis da Secretaria da Educação que receberão o sistema a um custo de R$ 9,4 milhões num prazo de dois anos.

Segundo o contrato assinado com o Consórcio Robotx – Monte Azul receberão o sistema de repelência desses animais com tecnologia de reator de campo magnético as 139 escolas municipais, os nove Centros de Educação Unificados (CEU), a sede da Secretaria da Educação, o Teatro Adamastor, as bibliotecas Luís de Camões e Fernando Pessoa, o Núcleo de Atendimento Especializado Alice Ribeiro e o Galpão do Departamento de Alimentação e Suprimentos da Educação.

 

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Até o momento 20 escolas da prefeitura já contam com o sistema de repelência das aves. Nesta segunda-feira, o jornal Guarulhos Hoje visitou a EPG Chico Mendes, no Jardim das Oliveiras, uma das unidades de ensino que já foram contempladas com o sistema. De acordo com a diretora Marlene Silveira, a instalação do equipamento solucionou o problema. “Passávamos por diversas situações desagradáveis com eles invadindo o refeitório no horário em que as crianças estavam comendo e muitos pombos voando em cima das nossas cabeças. Além disso, muitos pais reclamavam comigo por conta disso”, afirmou a diretora que ressaltou que afastar os animais das escolas é uma questão de saúde pública, já que eles são transmissores de muitas doenças.

A mais conhecida transmitida pelos animais é a criptococose provocada especialmente pela inalação de poeira contendo fezes de pombos. Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, febre, tosse e sonolência. Com o avanço da doença, a piora é imediata elevando as chances de um quadro de coma. No entanto, segundo especialistas as aves podem transmitir mais de 75 tipos de doenças.

 

Funcionamento

 

O equipamento emite ondas eletromagnéticas que atingem o bico das pombas deixando as aves desorientadas. “A sensação que o pombo tem é a mesma que um ser humano com labirintite. Então quando ele chega perto dessa malha magnética ele fica desorientado e não consegue permanecer no local”, explicou o diretor de manutenção dos prédios da Educação, Luiz Fernando Sapun.

 

Fonte: Guarulhos Hoje