Homem aguarda cirurgia há seis meses

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O motorista Edson Bassi, 48, aguarda há seis meses para ser submetido a uma cirurgia ortopédica na perna esquerda, no Hospital Geral de Guarulhos (HGG). O procedimento foi agendado pela Secretaria Estadual de Saúde para o dia 25. A pasta não se manifestou sobre denúncias feitas pelo paciente.

 

Segundo Bassi, ele será submetido pela quarta vez a um procedimento cirúrgico em dois ossos. A lesão ocorreu em 25 de fevereiro de 2012, quando ele caiu de seu caminhão. No mesmo dia, ele foi submetido à primeira cirurgia, durante a qual um fixador foi colocado em sua perna. “Depois disso [em 5 de março] voltei ao hospital. Tiraram o fixador de minha perna e colocaram platina nos ossos”.

 

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Indignação – Edson Bassi “coleciona”, desde 2012, radiografias e envelopes com o histórico de sua lesão (Foto: Silvio Cesar)

 

Após este procedimento, o drama de Bassi aumentou. Ele afirmou que seu corpo rejeitou a platina colocada e que “jorrava” pus de sua perna. “O médico [Hugo Fabri] falava que isso era normal”, reclamou.

 

O motorista conviveu com dores e constrangimento até 25 de novembro de 2013 – quando a platina foi retirada de seus ossos e, mais uma vez, um fixador foi colocado para auxiliar na calcificação. “Os ossos calcificaram, mas quando fui fazer retorno no médico, ele me deu uma bronca porque eu estava caminhando usando muletas.”

 

Bassi teria sido orientado pelo médico a caminhar sem as muletas, fazendo sua perna quebrar, novamente, em dois pontos.  “Desde então aguardo para fazer mais uma cirurgia.”

 

Um procedimento chegou a ser agendado para o dia 10. Mas, alegando não ter equipe nem equipamentos, uma médica (que não teve o nome informado) cancelou a cirurgia.

 

Enfarte e impossibilidade de se tratar

 

Durante a série de procedimentos cirúrgicos, o motorista Edson Bassi sofreu um ataque cardíaco. Para se restabelecer, ele precisaria caminhar diariamente uma média de seis quilômetros. “Mas, por causa do problema na minha perna, não consigo nem andar direito. Fico deitado no sofá o dia inteiro com a sensação de que estou esperando a morte chegar.”

 

Além disso, ele também afirmou não conseguir trabalhar, recebendo somente pagamentos feitos pelo INSS. “Quando eu podia usar meu caminhão, ganhava muito bem.”

 

Fonte: Folha Metropolitana