Cigarro eletrônico é vendido no Centro de Guarulhos

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Apesar de ter a venda proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a reportagem do Guarulhos Hoje constatou a comercialização de cigarros eletrônicos em alguns boxes de aparelhos eletrônicos e no calçadão da Avenida Dom Pedro II. O produto negociado por ambulantes tem preços que variam entre R$ 60 até R$ 220. A importação e venda do produto no país foi proibida desde 2009, em razão da falta de conhecimentos sobre os reais efeitos causados à saúde. Porém o uso é liberado. Apesar da Vigilância Sanitária realizar blitz nos estabelecimentos que exercem atividades de interesse à saúde, a venda do produto acontece nas ruas e galerias da cidade.

 

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Alguns ambulantes alegam desconhecer a medida que impede comercialização. “Nunca soube que é proibido, a não ser para menor. Até porque na capital eles vendem no meio das ruas”, comenta um comerciante.

 

De acordo um ambulante, os cigarros eletrônicos entrarem no país através de contrabando. “A gente traz lá da 25 de Março. Acho que eles trazem do Paraguai. Aqui (Guarulhos) não é muito forte não. É mais caro do que cigarro normal. Alguns playboys que gostam”, disse outro vendedor.

A Organização Mundial de Saúde estima que existam 466 marcas do produto com variados sabores como chicletes, flores, baunilha e até bacon. No comercio irregular de Guarulhos os cigarros são encontrados nos sabores chocolate, menta e sem sabor. O produto completo com estojo, equipamento, carregador e essências podem chegar até a R$ 220. Apenas o cigarro o preço encontrado foi de R$ 60.

 

Quem usa aprova

Segundo estudo da OMS, o vapor do produto eletrônico contém mais nicotina do que a fumaça do cigarro normal. Porém, especialistas em todo mundo dividem opiniões em relação ao uso. O assessor Paulo Cardia, fumante há 25 anos alega que desde que iniciou o uso do equipamento, há cerca de um mês diminuiu em 50% o consumo do tabaco convencional. “Foi um presente que veio dos Estados Unidos. Antes eu fumava duas carteiras por dia e agora apenas uma. A outra substituir pelo eletrônico. Me sinto melhor e mais disposto. Em um mês pretendo parar em definitivo os dois, pois, não quero trocar um vício pelo outro. Sinto que é possível”, acredita Cardia.

Fonte: Guarulhos Hoje