Cidade registra morte por dengue e alerta para infestação do vetor

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Guarulhos, que está em situação de alerta para a infestação do mosquito Aedes aegypti, teve a confirmação do primeiro óbito em dois anos por dengue – o último foi em abril de 2016. Trata-se de um homem de 51 anos, morador do Jardim Santa Rita (região do Taboão), que morreu em  17 de abril passado e cuja sorologia, analisada pelo Instituto Adolfo Lutz, foi positiva para a doença.

 

Foto: Márcio Lino/PMG

 

Enquanto o índice geral de infestação do mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus está em 1,3 no município, o Taboão tem indicador de 0,63. Isso significa que de cada 100 casas vistoriadas nessa região 0,63 apresentaram larvas do vetor, sendo que a média geral da cidade é de 1,3 larvas para cada 100 imóveis inspecionados.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, são considerados satisfatórios indicadores abaixo de uma larva para cada 100 casas inspecionadas, situação de alerta níveis de infestação acima de 1 e risco de surto para números superiores a 3,9, como é o caso de Torres Tibagy que está com 4,81. Os demais bairros do município com índices elevados são Monte Carmelo (3,8), Mato das Cobras (3,52) e Aracília (3,23).

 

Conhecido como Índice de Breteau, a pesquisa de densidade larvária abrangeu todo o município. Entre maio e junho deste ano, foram visitados 38.852 imóveis e trabalhados efetivamente 22.558, uma vez que nos demais, ou seja, em 16.294 deles os agentes de saúde não conseguiram entrar por recusa dos proprietários ou porque estavam fechados.

 

Também chamado de Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), o estudo é elaborado pelo Ministério da Saúde em conjunto com estados e municípios. O objetivo é identificar as regiões onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, para a definição de políticas públicas de combate ao vetor.

 

Feita por amostragem, a pesquisa identificou que em Guarulhos os principais focos do mosquito foram encontrados em pratos de plantas, pratos, pingadeiras e reservatórios de água não ligados à rede. “O problema está dentro da casa das pessoas. Por isso, cada um deve fazer sua parte para que a cidade fique livre dessas doenças”, explicou Karen Avilez de Andrade, gerente do Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura.