Vereador petista deverá presidir a CEI contra Almeida

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Apesar de integrar a mesma sigla partidária em que estava o ex-prefeito Sebastião Almeida, o vereador Marcelo Seminaldo (PT), autor da CEI (Comissão Especial de Inquérito) aprovada pela Câmara Municipal na semana passada para investigar a operação de compra do aterro sanitário por Almeida, hoje sem partido, defende o retorno da área para a Quitaúna, antiga proprietária. A compra ocorreu em dezembro, pouco antes do ex-petista deixar o cargo.

 

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Foto: Ivanildo Porto

 

O local destinado para o descarte de lixo tem cerca de 400 mil metros quadrados e custou quase R$ 3,5 milhões aos cofres públicos. Próximo de sua saturação, a revitalização, segundo legislação, é de seu proprietário. Neste caso, caberá a Prefeitura de Guarulhos os trabalhos de recuperação do solo, e não mais da Quitaúna, empresa responsável pela coleta de lixo da cidade, e que teve a área desapropriada por meio de decreto por Almeida.

 

“O tamanho do aterro da Quitaúna e o investimento para manter aquilo é muito alto. A primeira preocupação é a financeira e a segunda é a parte ambiental. Acredito que estando nas mãos da Quitaúna, ela tem mais experiência nesse negócio e tenho certeza que fará melhor do que a prefeitura”, defendeu Seminaldo.

 

Segundo informações apuradas pelo HOJE, os primeiros encontros dos integrantes da CEI, que ainda está em formação apesar de ter sido oficialmente instalada pelo presidente da Câmara, Eduardo Soltur (PSD), deve ocorrer somente na próxima semana. Isso porque ainda não está encerrado o prazo para indicações dos representantes dos partidos que podem fazer as indicações.

 

Até o momento estão indicados para participar da comissão de investigação os vereadores: Marcelo Seminaldo (PT), provável presidente, Lamé (PMDB), Luís da Sede (PRTB), Geraldo Celestino (PSDB), Laércio Sandes (DEM), Sandra Gileno (PSL), Toninho da Farmácia (PSD), Acácio Portella (PP), Wesley Casa Forte (PSB), Zé Luiz (PT) e Moreira (PTB).

 

“O principal ato será a economia financeira de recurso público caso se entenda que a operação foi danosa para os cofres públicos. Entendo que o que vai se gastar no futuro para manter aquela área é uma soma absurdamente alta”, observou o vereador petista.

 

Reportagem: Antônio Boaventura

 

Fonte: Guarulhos Hoje