Sem acordo, professores decidem permanecer em greve

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Terminou sem acordo a reunião realizada na tarde de ontem, entre o secretário da Educação de São Paulo, Herman Jacobus Cornelis Voorwald e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). De acordo com representantes da classe, sem avanços na pauta de reivindicações e ausência de propostas convincentes, os professores grevistas decidiram manter a paralisação que permanece há três semanas.

O diretor da subsede da Apeoesp regional Guarulhos, Ézio Expedito Ferreira, reforça que a greve segue por tempo indeterminado. “O governo diz que não tem condições financeiras e que não podem nos apresentaram nenhuma proposta de imediato. Então seguiremos paralisados até que nossas reivindicações sejam atendidas. Seguiremos visitando as escolas e conversando com os professores que não aderiram à greve, além de explicar aos pais e alunos o motivo da paralisação”, afirma.

De acordo com a Apeoesp, a greve já foi aderida por entre 39% a 45% dos profissionais da classe das cidades de Guarulhos, Arujá e Santa Isabel.

Além da paralisação e dos trabalhos de campo, os grevistas também garantem manter o acampamento montado na capital, nas proximidades da Secretaria da Educação. Uma nova assembleia estadual será realizada nesta quinta-feira (2), às 14h, no vão livre do Masp, na capital.

 

apeoesp-guarulhos

A secretaria informou que a reunião que acontece periodicamente já estava agendada mesmo antes da greve. A pasta destacou que apresentou ao sindicato um novo projeto de lei que pretende ampliar os benefícios aos professores temporários da rede, além de divulgar o pagamento da bonificação por mérito, que pode ser conferida a partir de hoje.

 

Educação contesta matéria

 

Na matéria “Professores grevistas realizam manifestação no Parque Cecap”, publicada na última sexta-feira (27), pelo jornal Guarulhos Hoje, a Diretoria Regional de Ensino de Guarulhos afirma que o serviço de perícias médicas aos profissionais da classe na cidade foi revolucionado pela secretaria para aprimorar e humanizar o atendimento. O Estado acredita que a reportagem não apontou previamente qualquer caso de professor que tenha tido sua licença médica negada injustamente. Em contrapartida, uma das reivindicações da Apeoesp é o fim das perseguições nas perícias médicas que os professores afirmam sofrer pelo perito que realiza o atendimento nesta Diretoria Regional.

 

Fonte: Guarulhos Hoje