Prefeito Almeida e Jovino Cândido podem ser delatados?

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A “delação do fim do mundo”, que promete causar uma verdadeira explosão no meio político brasileiro, está às vésperas de acontecer. Executivos da construtora Odebrecht assinaram o acordo de leniência junto à Procuradoria-Geral da República no âmbito da Operação Lava Jato. Pelo menos 200 políticos entre deputados, senadores e ministros podem estar envolvidos em um esquema de corrupção que pode ser o maior do mundo. Dentre os apontados em planilhas apreendidas na casa de um dos executivos da Odebrecht, em meados de março deste ano, figuram Sebastião Almeida (PT) e Jovino Cândido (PV), ambos homens que chefiaram a cidade de Guarulhos.

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A lista mostrava supostos repasses da empresa para campanhas de 2010, 2012 e 2014. A delação irá esclarecer se os números indicados tratam-se de doações legais, caixa dois ou propina. Na época da divulgação dos nomes, à Folha Metropolitana, Almeida disse que não poderia comentar o que classifica como “rascunho”, afinal, suas contas foram aprovadas. O prefeito é citado com a expressão “esgoto” ao lado do codinome o “sumido” e a quantia de R$ 1.500.000,00.

O ex-prefeito Jovino Cândido consta na lista com o valor R$ 1, que pode ser R$ 1 mil ou R$ 1 milhão. Sem codinomes. O político nada declarou, tampouco foi encontrado.

Em Guarulhos, a Odebrecht está presente através das obras do Viaduto Cidade de Guarulhos e do Trevo Bonsucesso, por exemplo. Ambas questionadas pela demora e elevado custo.

A expectativa da delação é grande e tem movimentado os corredores da política. O próprio Michel Temer (PMDB) disse ser “ingênuo” negar que não há preocupação no Planalto. O barulho vai ser grande. É claro que Almeida e Jovino são peixes pequenos no cenário nacional, se é que eles têm algum tipo de envolvimento. Mas, se provado, teremos boas explicações do porquê Guarulhos chegou à beira do precipício.

A superplanilha está em sigilo, decretado pelo juiz Sérgio Moro. No acordo, além de revelar práticas ilícitas cometidas por funcionários e diretores, a empresa compromete-se a pagar uma multa, cujo valor gira em torno de R$ 6,8 bilhões. Resta saber se as investigações respingarão na segunda maior cidade do Estado de São Paulo, com um PIB que ostenta a 13ª posição do País, mas que está afundada em dívidas.

Fonte: Click Guarulhos