Grupos de percussão fazem apresentação repleta de ritmos no Cemear

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Movimento, pulsação, compasso, cadência. Na noite da última quinta-feira (6), alunos do Conservatório Municipal de Guarulhos dos projetos Caminhos da Percussão e Técnicas e Pesquisa de Percussão fizeram uma apresentação cheia de ritmos no Auditório do Centro Municipal de Educação e Artes – Cemear.

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Grupos de percussão se apresentaram no Cemear

Resultado do trabalho realizado pelos grupos ao longo do 1º semestre, a apresentação colocou os alunos em contato com o público, uma prática de conjunto que envolveu pesquisa, performance e postura de palco.

 

Pedro Henrique Vieira Ferreira, de 10 anos, conta que tinha apenas 4 anos quando sua mãe teve a ideia de colocá-lo nas aulas de bateria. Hoje, ele e seu primo Guilherme Sales, de 13 anos, também aluno do grupo de percussão, avaliam o que mudou significativamente em suas jovens vidas, depois dessa importante iniciativa.

 

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“A música ajudou a melhorar a minha concentração e agora eu vou melhor na escola”, explica Pedro, demonstrando firmeza e atitude em suas palavras.

 

Entre ritmos, harmonias e timbres

 

De acordo com o professor Ricardo Barreto, coordenador dos grupos, além de transmitir os resultados pessoais de suas pesquisas, a apresentação permite que os alunos vivenciem a sensação de fazer parte de uma célula complexa, que é o próprio grupo em si.

 

“A participação dos alunos na apresentação é muito importante, mas a meta principal de ambos os grupos é a transformação que ocorre durante o processo de aprendizado, o desenvolvimento em sala de aula, a partir da convivência e interação com os outros”, enfatiza o professor.

 

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Baterista há 30 anos, o músico Edmilson Ximenes Maia, de 48 anos, acredita que um dos diferenciais da proposta de ensino oferecido pelo Conservatório é disseminar um trabalho rítmico sem distinção de estilos musicais.

 

“Em matéria de musicalidade, os grupos oferecem muito mais que ritmos, harmonias e timbres, exercitamos o companheirismo entre as pessoas, articulamos outras linguagens e promovemos a integração entre os músicos e tudo isso permite com que cada um possa interagir com os diferentes instrumentos de percussão”, observa Edmilson.

 

Os grupos

Pandeiro, congas, timbales, xequerê, agogô, cowbell, djembe, cajon, tamborim, surdos, zabumba, caxixis, repiniques, reco-reco, timbau, atabaques, bateria e berimbau. Com um trabalho voltado para o estudos de técnicas e métodos de leitura rítmica, o grupo Técnicas e Pesquisa de Percussão se destacou pela apresentação de um tema sobre ritmos africanos, em homenagem ao Mestre Dinho Gonçalves.

 

Já o grupo Caminhos da Percussão trouxe um repertório variado, com influências populares, que incluiu músicas brasileiras como Swing do Pelourinho, Samba duro samba, Maracutiando e a Marcha Sagrada, um tema bastante complexo, especialmente adaptado para o grupo.

 

O professor Ricardo explicou ainda que, por conta dessa complexidade, o grupo levou cerca de 8 meses para aperfeiçoar a obra.

 

Para o percussionista José Orlando Vieira, o Landão, de 43 anos, a escolha do repertório facilita o aprendizado de todos, e por isso é possível que crianças e adultos, homens e mulheres, possam tocar juntos. “As aulas são dinâmicas, nós alunos temos a liberdade de escolher, junto com o professor, o repertório que vamos estudar ao longo do semestre. Com o passar das aulas, percebemos satisfeitos que a cada ensaio tocamos cada vez melhor”.