Funcionário fantasma da Prefeitura

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O Promotor de Justiça do Ministério Público Estadual, Nadim Mazloum, moveu uma ação civil pública contra Jeosafá Alves Monteiro, mais conhecido como “Baixinho do Gás”, que atuou como assessor de gestão 2 na Secretaria de Assuntos de Segurança Pública da Prefeitura de Guarulhos, e recebeu mais de R$ 32 mil sem ter comparecido ao trabalho para exercer as funções do cargo, de julho de 2013 até setembro de 2014.

 

O processo também atrela como réu o atual secretário adjunto da Pasta, Ézio Balbino, o secretário adjunto interino, Won Youg Bang, e o gerente administrativo do gabinete do secretário, Jairo Furini, que assinaram cartão de frequência do funcionário fantasma ou não fiscalizaram o cumprimento do dever empregatício.

 

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Câmara – Jeosafá atuou como vereador pelo PSDC por dois meses em 2014 (Foto: Nico Rodrigues / Arquivo Câmara de Guarulhos)

 

A investigação feita pelo Ministério Público constatou que durante o período em que deveria estar a trabalho no gabinete de Balbino o funcionário estava em seu comércio de botijões de gás, no Jardim Presidente Dutra (Região Pimentas).

 

Para sustentar a acusação o Ministério Público possui fotos, registros e depoimentos de outros funcionários da secretaria que demonstram a ausência de “Baixinho do Gás” no trabalho e sua presença em seu comércio.

 

“Baixinho do Gás” foi candidato a vereador em 2012 pelo PSDC, partido presidido por Ézio Balbino no âmbito municipal. Ele ficou como suplente com 925 votos.

 

Justiça pede o triplo de reembolso

 

O valor da ação contra os réus é de R$ 100 mil. “Nós estamos pedindo três vezes o prejuízo do município mais os juros de correção”, explicou o promotor Nadim Mazloum. As acusações envolvem enriquecimento ilícito, prejuízo aos cofres públicos e improbidade administrativa.

 

Para garantir o valor da indenização ao município o MP solicitou à Justiça que bloqueie parte dos bens dos acusados.

 

Com a acusação do Ministério Público, o secretário de Segurança Pública, João Dárcio, instaurou uma sindicância para verificar a veracidade da denúncia. Ao final dos trabalhos, os responsáveis pela avaliação consideraram que o “Baixinho do Gás” nunca exerceu a função pública na secretaria.

 

Fonte: Folha Metropolitana