Base Aérea completa 70 anos

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Em 26 de janeiro de 1945, a Base Aérea de São Paulo (Basp) instalava-se em Cumbica. Nesta segunda-feira, 26, comemora 70 anos de operações no bairro guarulhense.

 

Em 1941, ano da criação do Segundo Corpo de Base Aérea, pelo Ministério da Aeronáutica, e Organizações do Exército e da Marinha, ela era sediada no Campo de Marte, Santana, Zona Norte da Capital.

 

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North American T-6 – Em exposição na Basp, foi um dos primeiros aviões da Esquadrilha da Fumaça (Foto: Alexandre de Paulo)

 

De acordo com o tenente-coronel aviador Reginaldo Pontirolli, primeiro comandante guarulhense da Basp, o aumento do tráfego aéreo de São Paulo e a necessidade de um local maior para treinamento das equipes e voos, fez com que a Base se instalasse em Cumbica. “Vislumbrando uma área mais afastada do Centro, onde pudesse ter um fluxo de tráfego mais tranquilo, o Comando da Aeronáutica achou por bem instalar a base em Guarulhos, onde já havia um campo de planadores”, comentou Pontirolli.

 

Em 70 anos, quase tudo mudou. Quando chegou em Guarulhos usava uma área de 10 mil m² doada por Eduardo Guinle ao Ministério da Aeronáutica. “Na década de 1980 cortamos da própria carne e doamos para a construção do Aeroporto Internacional, hoje o maior do Hemisfério Sul, e ficamos com aproximadamente dois mil m²”, contou o atual comandante.

 

Ele ainda lembrou que os esquadrões de voo ficavam onde é o aeroporto atualmente e que depois da construção, dois esquadrões de combate foram transferidos para outra unidade. “Mudou muita coisa. Onde ficam os nossos hangares agora era a parte administrativa. Era pista única, de terra. Teve muitas mudanças e melhorias durante esses anos”, afirmou.

 

Aviões que marcaram a Força Aérea

 

A missão da Base Aérea de São Paulo é a de proporcionar às unidades aéreas todos os recursos técnicos e administrativos necessários para assegurar a manutenção, operação e o emprego aéreo.

 

Pelas suas pistas, passaram aviões que marcaram época na Força Aérea, tais como os A-20 Hudson, os B-25 Mitchell, empregado na Segunda Guerra Mundial, os B-26 Invader, que operaram na Guerra da Coreia, os SA-16 Albatroz, avião de Busca e Salvamento, os North American T-6, aviões que foram o apoio básico para treinamento dos pilotos.

 

E mais novos, os aviões de fabricação nacional AT-26 Xavante, aeronaves a reação de grande desempenho, e os C-47 Douglas (DC3 na Aviação Civil) um dos aviões de maior sucesso de transporte de carga e passageiros.

 

Fonte: Folha Metropolitana